sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Rivera e a chegada a Porto Alegre

Este é o último relato da nossa viagem ao Chile. Graças a Deus tudo deu certo e a viagem foi sensacional.

Depois de descansarmos um dia nas Aguas Termais de Dayman, nos dirigimos a Artigas, que é a cidade uruguaia que faz divisa com a cidade de Quaraí, no Rio Grande do Sul, andamos mais 105 km até chegarmos a Livramento, onde entramos, novamente, no Uruguay e nos hospedamos em Rivera, afinal também somos filhos de Deus e deixamos os últimos tostões para compras de perfumes e alfajores.
Acabamos reencontrando o casal que nos hospedou no primeiro dia da viagem, o Hector e \a Natalia.


 Como toda aviagem de motociclista tem chuva, nós só fomos brindado por ela no último dia, um pouco antes de chegarmos a Butiá paramos para as despedidas finais e para estrearmos as capas de chuva e as botas, novas, do Giba e da Nice, que, ao final, nos brindaram com alguns passos de dança.


De quqlaquer forma gostariamos de agradecer a todos aqueles que nos ajudaram na montagem deste roteiro, daqueles que nos ligavam para saber como estavamos, daqueles que nos seguiram ou simplesmente acessaram ao blog para saber notícias nossas. A todos muito obrigado pelo carinho, compreensão e apoio, pois, de alguma maneira, fomos motivos de preocupação e de cuidados de todos vocês.
Um beijo no coração de cada um de vocês e, em breve, muito breve mesmo, nos encontraremos novamente por estas estradas da vida. Pois como diz nosso amigo Adhemar: "Não importa a cilindrada da moto, mas sim oc caráter do motociclista."
Um abraço do Vladi, da Beti, do Giba e da Nice.

OBS.: Dentro de alguns dias faremos um resumo com fotos que tiramos, dos momentos bacanas que passamos nesta viagem.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Rosario e Dayman



Saimos de Rosario por volta de 11 horas da manha, pois iriamos rodar 380 km até Dayman no Uruguay. Estas Termas estavam previstas, desde o inicio do planejamento, por sugestao do nosso amigo Mocelin, que, infelizmente, nao pode estar junto conosco. Atravessamos o Rio Paraná, desde Rosario até Vitória, em Santa Fé, passamos por uma ponte, que se parece com a que liga Florianópolis ao continente e continuamos, por todo o estuário do rio, em uma paisagem muito bonita.



No final este acabou sendo um dos trechos mais comprimidos, pois o Vladi estava puxando o comboio e, por causa do alargamento da rodovia, nao viu a sinalizacao e acabou rodando mais 110 km, entre ida e volta, até o ponto de entrada para a aduana uruguaia. Assim com a passagem, novamente, pelas duas aduanas e, também, pelo acréscimo de uma hora a mais no horário de verao uruguaio, chegamos na cidade uruguaia as 21:30horas.

Villa Mercedes e Rosario


Estivemos em Villa Mercedes por uma noite, e uma cidadezinha agradavel, com bastante movimento. Ficamos na zona central da cidade, acabamos nos arrependendo, pois era uma sexta-feira e a cidade fica em ebulicao, foi a noite inteira de festas, barulho de carros, motos e muita musica, mas, no final, passamos bem.
O dia seguinte foi de viagem e acabamos, no final do dia, chegando a Rosario, na Argentina. Foi o nosso primeiro contratempo, pois a cidade e do tamanho de Porto Alegre, com 1.400.000 habitantes e, ao entrarmos na cidade, o Giba e o Vladi, em virtude do transito pesado da cidade, acabaram se perdendo. O azar foi que o Giba perdeu o celular, durante a viagem, e o do Vladi acabou descarregando a bateria. Neste foi o unico dia que os casais ficaram em hotel diferente. Mas a internet, que hoje e a salvacao do mundo, nos aproximou, atraves de um locutorio o Giba mandou um email e o Vladi leu, quase que instantaneamente, e no final da noite acabaram se encontrando.
Um fato peculiar, que so acontece com motociclistas, a Beti encontrou um taxista, com o mesmo sobrenome dela e do Vladi, Aquino, e pediu uma dica de hotel. O taxista pediu para ela subir no taxi, levou-os ao hotel e nao cobrou a corrida, pois disse que era uma cortesia pela visita que estavamos fazendo a cidade. No outro dia, com os casais ja reunidos, utilizamos os servicos deste "pariente" do Vladi e da Beti e fizemos um city-tour pela cidade. A foto abaixo identifica o senor Miguel Aquino, que utilizou a sua camisa de carioca, para nos mostrar que ja esteve no Brazil.

A cidade de Rosario é a segunda cidade do pais, dito pelos Rosarinos, enquanto que os "Cordobeses" dizem o mesmo. Para nós que estivemos nas duas, hoje, podemos dizer, que Rosario está na frente. É uma cidade que tem industrias, cultivo de soja, navegacao e, principalmente, a faculdade de medicina, reconhecida como uma das melhores da América. É por este motivo que nesta cidade existem muitos estudantes de todas as regioes, pois aqui nao existe vestibular, basta apresentar o histórico escolar e concorrer a uma vaga na universidade. Tivemos a sorte de estar na cidade no dia de sua principal festa cultural, que é a Festa da Coletividade. Ali encontramos brasileiros que estao radicados na cidade há mais de trinta anos, que já estao na segunda geracao, que confundem o portugues com o espanhol, mas ficaram maravilhados pelo fato de estarmos viajando de moto e de poderem falar com pessoas do seu país, foi um encontro maravilhoso, para nós e para eles. As pessoas nao queriam que saissemos do local.



domingo, 15 de novembro de 2009

O inicio do nosso retorno





Em virtude da dificuldade que tivemos em Santiago, devido as manifestacoes politicas e pela dificuldade de hospedagem, resolvemos retornar a Mendoza. Saimos de Santiago por volta do meio dia e tomamos a ruta que leva a Los Andes, que esta a 70 km. No entanto, como toda a cidade sulamericana, quando se aproximam as eleicoes as obras comecam a aparecer, para serem inauguradas proximas do dia da eleicao, por este motivo levamos quase 2 horas para percorrer esta distancia, pois a todo momento havia um desvio e como a pista sao 2 vias, nos eramos obrigados a parar as motos sobre a pista e aguardar, mas a temperatura estava proxima de 35 graus e nos, praticamente, cozinhavamos sobre o asfalto. Comecamos a subida da montanha por volta das 16 horas e, de um momento para outro, a temperatura muda de 30 graus para proximo de zero.




Chegamos na alfandega (aduana) as 17 horas e como todo o "Mercado Comum" tinhamos que passar por duas fiscalizacoes, chilena e argentina, no mesmo local. A demora foi de 1 hora ate a liberacao, Como ja eram 18 horas, nao foi possivel chegar ate Mendoza e acabamos dormindo em Uspalatta, uma cidade argentina que fica na chamada pre-cordilheira.


Saimos de Uspalatta bem cedo, pois pretendiamos chegar em Rio Cuarto, mas o cansaco foi maior e acabamos parando na estrada, para uma soneca. Neste dia pernoitamos em Villa Mercedes que esta a 120 km de Rio Cuarto.






sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Vina del Mar



No dia 09/11 estivemos o dia inteiro na cidade de Vina del Mar, onde caminhamos pela cidade, andamos de charrete e o Giba, o nosso mais audaz motociclista molhou os pes no Oceano Pacifico.

A noite aproveitamos para "cenar" no restaurante Las Gatitas, sugerido pelo nosso maitre Giba. Antes na porta do hotel, onde nos hospedamos, tivemos a satisfacao de encontrar um chileno do local, com a camiseta do Inter. Ele nos disse que era colorado, por causa de Don Elias Ricardo Figueroa Brander, um dos mais conhecidos habitantes da cidade. Infelizmente a foto ficou muito escura e nao foi possivel coloca-la.


De Vina del Mar partimos, inicialmente, para Mendoza, mas o nosso guia errou o caminho e fomos para Santiago, onde estava o maior engarrafamento do Cone Sul, devido as eleicoes que se realizarao em 4 semanas, com muitas manifestacoes politicas e, tambem, muito calor e poluicao.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Passagem da Cordilheira



Na terca feira, dia 10/11, tivemos o apice de nossa viagem, que foi a passagem da Cordilheira dos Andes. De acordocom um amigo do Giba, que foi nos dar um abraco, no dia da nossa partida, esta passagem nao e para guri, pois os caracoles chilenos sao como uma parabola, as curvas sao feitas em primeira marcha, pois a descida e o cotovelo sao muito acentuados.

No topo da montanha estivemos a 2700 metros acima do nivel do mar, com neve no cume, durante todo o trajeto, as temperaturas estiveram proximas de zero, com sol durante grande parte do periodo. Ao nos aproximarmos da divisa Argentina/Chile ficamos sabendo, que a passagem da Cordilheira estava fechada ate  o inicio da manha, pois nevou durante a noite e madrugada, mas, na nossa passagem ja estava limpo e sem neve no asfalto.
 
Chegamos na nossa ultima cidade, que e Vina del Mar no Chile, apos 453 km de viagem, por volta das 9 horas da noite, pois a Aduana Chilena estava em greve e ficamos preso na fronteira, por mais de uma hora. No dia 11/11 ficaremos um dia em Vina del Mar.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Estada em Mendoza






Estivemos por 2 dias em Mendoza, ou seja, no domingo (8/11) e na segunda (9/11). Nestes dias tivemos uma visao, quase que completa da cidade, passeamos, andamos de onibus e fizemos uma visita guiada pelas vinicolas, pois esta é a principal cidade produtora de vinho na Argentina.

O domingo é igual em qualquer cidade, o movimento de carro diminue, há um movimento de pessoas que se deslocam, a pé, pelas principais ruas e parques. Estavamos muito proximo da principal praca da cidade e tivemos a oportunidade de assistir um teatro de rua, com apresentacoes de dancas da regiao.


Na segunda nos deslocamos as vinicolas, uma fabrica de azeite de oliva e uma fabrica artesanal de bebidas, geleias e molhos. A provincia de Mendoza é a principal exportadora de azeite de oliva, na Argentina, para o Brasil.


A maior vinicola que estivemos chama-se Baudron e produz vinhos tintos (Sauvignon, Syrah, Merlot e Tempranillo).


No dia 10/11, terca-feira, chegaremos a parte final de nossa viagem, que é a passagem da Cordilheira dos Andes, a partir de entao passaremos a retornar.